Cases

O caminho profissional de cada um é desenvolvido por vários ciclos

 

Nesta edição do Prfl Business Case World, nosso entrevistado Ricardo Shinyashiki compartilha sua história e relata sua ascensão profissional junto a empresa familiar com grande destaque nacional. 

Quem é o Ricardo nesta caminhada de sucesso e muitas conquistas?  

Sou uma pessoa apaixonada por gente e educação. Durante muitos anos, fui executivo de multinacional e em 2011 vim ajudar no negócio da família. Quando entrei, as coisas não iam bem, estávamos com faturamento baixo e endividamento alto e um número baixo de funcionários. Hoje chego a coordenar 300 pessoas em eventos de fim de semana e dobramos de faturamento a cada ano.

Acredito que sempre estamos numa jornada de autodescoberta, mas hoje vejo que de certa forma, já me encontrei na minha, que é trabalhar com gestão e com educação, o que exige uma visão mais ampla dos negócios que temos. E também exige que eu procure ver as oportunidades que surgem todos os dias.

O Instituto Gente é uma empresa familiar que foi construída em torno de um ícone da comunicação. Seu irmão já está no caminho de seguir o pai nessa atividade de transformar pessoas e empresas. Qual é seu espaço como coordenador do ‘Império Shinyashiki’ nesse empreendimento de referência no mercado brasileiro?

Hoje no Instituto nós temos um time fantástico que resulta no sucesso do nosso negócio. Arthur e Roberto cuidando da transformação humana dentro dos cursos, das imersões e mentorias. Rosely com um trabalho super cuidadoso de posicionamento dos nossos autores e eu cuidando dos nossos colaboradores, das estratégias e parcerias. 

Existe uma frase da qual eu gosto muito: “Você nunca vai deixar o outro melhor do que você está”, ou seja, o pilar da nossa missão é o nosso time. Eles cuidam com muito carinho de cada aluno e acompanham toda a jornada e experiência. Por isso, o mais importante hoje é aquilo em que eu invisto mais tempo, são as pessoas. A importância de qualquer negócio, sobretudo do nosso, está diretamente ligada a elas. 

Como gerencia o equilíbrio entre inovação, execução disciplinada dos eventos e a gestão dos processos e pessoas do Instituto na retaguarda desse negócio em forte ritmo de crescimento num ambiente altamente competitivo?

Hoje 70% do meu tempo é utilizado fazendo gestão de pessoas e problemas positivos para os negócios, no objetivo de empodera-las para que elas consigam cuidar do desenvolvimento do negócio. Os outros 30% eu utilizo organizando inovação e expansão dos negócios. Sempre volto para esse conceito de que com empreendedores dentro da nossa empresa a nossa missão como líder é dar ferramentas para que eles possam crescer, se desenvolver e acelerar o negócio. 

O conjunto dos produtos (palestras, livros, mentoria, seminários e editora de vanguarda) tem potencias de crescimento diferenciados? Como evoluiu e como pode mudar isso ao longo do tempo?

Se você observar os mercados individualmente, verá que eles estão saturados e alguns até em queda, como o do livro, por exemplo, que cai 25% nos últimos 7 anos. E nós, por outro lado, crescemos 380%. Procuramos não olhar o que comumente se chama de crise, sempre procuramos buscar um oceano azul. Hoje estamos em um mercado de educação focado na transformação real das pessoas, seja através dos livros, através dos cursos ou mentorias. Isso tem pouca gente fazendo com qualidade, por isso o crescimento tão acelerado das nossas empresas. Nós estamos em evolução constante e o feedback dos nossos alunos é fundamental para o nosso desenvolvimento. Acreditamos que cada vez mais a evolução da educação para aquilo que todos queremos será voltada para uma customização que foca em resolver o problema do aluno e oferece um mentor para acelerar o seu desenvolvimento. 

Independentemente da continuação e até do crescimento das palestras do seu pai, como está sendo conduzida a cuidadosa passagem de bastão do criador da marca ‘RS’ para a consolidação e ampliação do negócio com a mesma matriz orientadora de ajudar na transformação do Brasil num país campeões?

Eu acredito que independentemente do sucesso do meu pai, nessa nova fase há um outro jeito de cada um criar seu espaço. Meu pai vem de uma trajetória de quase quarenta anos de terapia como médico psiquiatra formado e hoje está se voltando para atender a um chamado maior para fazer um trabalho espiritual com um mestre indiano, ou seja, mais ligado a propósito de vida, numa pegada de espiritualidade. O Arthur vem para trazer uma maneira prática de colocar todos os ensinamentos que ele aprendeu em uma pegada de alta performance, de vida 360 graus, de expansão. E eu venho colocar uma parte de gestão de negócios de conhecimento financeiro de expansão de parcerias, de vida de longo prazo. Então, mais do que passagem de bastão, neste momento nós estamos vendo uma expansão de negócios onde cada um está com seu espaço muito claro. Nós conhecemos bem o meu pai e sabemos que ele quer cada vez mais acelerar, continuando presente nos negócios. Por outro lado, ele tem uma preocupação muito grande com a transformação do ser humano, por isso a nossa ideia é que ele consiga cada vez mais tocar as pessoas, aproximando-se delas o máximo possível. O Arthur vem colocando a cara dele lá nessa nova pegada de alta performance e eu consigo criar e manter toda a estrutura para que eles consigam, cada um no seu momento, fazer seu trabalho mais intenso e duradouro junto aos participantes, que são nosso verdadeiro foco.

Sua atividade como gestor do Instituto absorve toda sua energia como executivo ou deixa também algum espaço para compartilhar suas visões e experiência com outros empreendedores? Qual seria o formato mais adequado para essa comunicação ‘de executivo para executivos’?

Hoje eu estou envolvido não só no Instituto Gente, mas também com a Editora Gente. Estou em um momento muito focado no crescimento máximo das pessoas, muito envolvido com a missão de realmente levar informações para que empreendedores e gestores não precisem passar por todas as dificuldades que eu já passei, para que eles realmente consigam transformar a própria realidade da melhor maneira possível. Hoje eu tenho palestras com vídeos para falar em eventos e tenho uma imersão de dois dias chamada Gestão Empresarial, focada para falar com quem está à frente de três tipos de empresa: a primeira é empresa que está fechando ou falindo, que foi um tipo com que precisei lidar durante alguns anos, e como a gente consegue resgatar a essência dela para que prospere; a segunda é a que está andando de lado mas que não consegue dar paz para o seu dono ou para o seu sócio; e a terceira empresa é aquela que está em ritmo acelerado e quer cada vez mais conquistar mercado, como o caso do Grupo Gente. 

Hoje eu acabo falando pouco para executivos e muito para donos. Estamos vendo cada vez mais o mar de empreendedores crescendo, e sabemos que a vida empreendedora é muito solitária. Então, é importante ter alguém com quem compartilhar ou que possa fornecer mentoria, alguém que já tem quase dez anos de frente de batalha e que, como já falei, quando entrei havia dezenas de funcionários e hoje coordeno em um dia quase 300 colaboradores que promovem conosco a transformação dos nossos alunos. Então, isso muda os problemas, transformando-os em desafios. Assim, minha missão realmente é fazer com que a vida desses empreendedores e donos de negócios seja mais próspera e equilibrada.

Como se constrói um potencial competitivo sólido num mercado crescentemente massificado de coaching e eventos motivacionais?

Invisto boa parte do tempo conversando com “parceiros” para entender o que está funcionando. Eu não acredito em concorrentes. Uma vez que todos estão com a mesma missão de desenvolver o ser humano, acabamos sendo parceiros de missão e se algo dá certo tenho muito prazer de compartilhar e ajudar meu “concorrente” a aprimorar o processo dele. E nesse mesmo conceito, sempre troco melhores práticas para entender o que está funcionando para eles e não estamos fazendo nos nossos treinamentos.

Qual você acredita ser o futuro da educação? 

Eu acredito e pratico que o futuro da educação cada vez mais são os eventos e as mentorias que nós trazemos. Hoje nós temos grandes grupos de educação com um modelo de ensino sofrendo para realmente gerar uma transformação do aluno. Alguns MBAs trazem um bom currículo, mas não geram todo o conhecimento de que esse aluno precisa para colocar em prática. É por isso que nós acreditamos em quatro pilares da educação, os quais trabalhamos no WeMentor. O primeiro pilar é uma personalização extrema da educação para que a gente consiga fazer com que o curso se adapte ao aluno, e não o aluno tenha que se adaptar ao curso. O segundo pilar aplica a velocidade, pois o tempo mudou e as pessoas não dispõem mais de seis meses ou de dois, três anos para fazer um curso. Elas querem um curso que resolva o problema delas, que seja criado a partir dos interesses delas, porém que permita aprofundar. Por isso, trazemos algo que seja diário, curto e conciso. O terceiro pilar em que acreditamos é o pilar de mentoria. Se tem alguém que já passou pelo mesmo caminho que você, certamente ele pode encurtar o seu caminho ou direcionar o seu conhecimento para que você aprenda as coisas que realmente vai usar na prática. E isso nos leva ao quarto pilar: o aprendizado prático de coisas que de fato vão revolucionar o seu dia a dia: nós acreditamos em soft skills, em mindset, em aprendizados que vão ultrapassar a sua vida diária, integrando com todas as áreas da sua vida.

O que é o portal WeMentor e qual é o grande segredo de ensino para ele já ter superado a marca de 5 mil alunos em tão pouco tempo?

Muito boa essa pergunta. O WeMentor é uma plataforma de ensino online que se adapta 100% à necessidade do aluno. Nós fazemos uma combinação dos pilares que citei na pergunta anterior – a personalização do ensino, a velocidade, a mentoria e o aprendizado prático. Hoje nós temos os maiores mentores do Brasil, como Roberto Shinyashiki, Mauricio Benvenutti, Heloísa Capelas, Arthur Shinyashiki, João Kepler e José Luiz Tejon, entre outros, falando dos seus assuntos em um modelo prático, fácil e altamente customizado para a necessidade do aluno. Eles oferecem ensinamentos em possibilidades que vão desde aulas de 5 minutos, que você pode fazer uma por dia, até cursos estruturados que duram algumas horas para que a pessoa entre de maneira mais aprofundada no assunto que mais interessar. Nós acreditamos no modelo do micro learning de aprendizado diário, em que o aluno pode ir lá experimentar e aprofundar naquilo que mais gostar. Esse é o grande segredo pelo qual as pessoas estão cada vez mais assinando e permanecendo com a gente.

Nós vemos grupos gigantescos de educação com milhares de alunos, mas que realmente têm a educação como um fim e não como meio. No entanto, vemos que esse modelo não lida com o fato de que hoje em dia as pessoas são contratadas por competências e são demitidas por comportamentos. Por isso nós procuramos inverter o modelo, oferecendo soft skills e um mindset para que as pessoas sejam cada vez mais contratadas pelo comportamento, para que elas estejam prontas para aquela vaga, para que saiba como liderar, como interagir, como negociar, como ter inteligência emocional porque é isso que ela vai enfrentar no trabalho. E assim ela deixa que a própria empresa ofereça o hard skill.  

Prfl Business Case World
Ricardo Shinyashiki

 

 

 


Fotos: Divulgação Instituto Gente 

 

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